1
de
julho
Mexendo com emoções
Durante minha costumeira caminhada matinal, ligou-me o amigo Leopoldo, sangue espanhol, corintiano, naturalmente, que atende por Kokinho. Queria convidar-me para ver Internacional e Corinthians no Benjamim, boteco da melhor qualidade. Original trincando, porções de pastéis, mandioquinha e picanha fatiada na chapa para ninguém botar defeito, bem aqui no Campo Belo.
Respondi ao Kokinho que não ia dar. À noite, a partir das 21, estarei comentando sobre a decisão da Copa do Brasil, ao lado do competente Marcelo do Ó, na Terra-Tv. Depois do trabalho irei para casa.
Kokinho entendeu, mas antes que desligasse lembrei a ele que estivemos juntos lá mesmo no Benjamim na decisão contra o Sport, ano passado, quando ele, alegando que a mulher não se sentia bem, deu o fora quando o time pernambucano fez um gol, e que seu Corinthians não tinha dado sorte.
Kokinho, que não tinha se tocado, respondeu que não é supersticioso e que irá curtir o telão do Benjamim assim mesmo.
Falou, mas não senti firmeza em suas palavras. Com grilos na cuca, colocados por pura maldade, acho que ele não vai. E perderá a chance de comemorar o segundo título no ano ao lado da turma que costuma ser bem animada.

