4
de
julho
Cachorro quente é fria
Antigamente colocava-se a culpa na azeitona, depois de uma longa noite papeando com amigos, sem dormir.
Hoje, sinal dos tempos, a culpa é do cachorro quente, saboreado às seis da matina num quiosque na praia.
Se ainda fosse no verão e a maionese tivesse desandado…
Cachorro quente quando o sol vai raiando, é fria. Que só esquenta com dois gols.


Comentário por Alexandre Giesbrecht — (16:59)
Nada a ver com a postagem, mas hoje estive folheando edições do JT de janeiro de 1970. Essa ainda era sua época lá, certo? Vi também nessas edições matérias sobre amistosos da Romênia em Belo Horizonte. Acho que foi aà que o Saldanha veio tirar satisfações com o Michel Laurence pela primeira vez sobre o “Só quero falar da mãe dos jogadores, e essa eu não conheço”.
Comentário por gilberto maluf — (17:38)
Estava ouvindo a rádio Manchete agora a tarde, eles ficam falando de futebol e estava um papo agradável, sem bairrismo. Falaram do protecionismo ao Adriano, que come podrão as 05 da matina e não vai treinar.
O papo virou depois para o técnico Parreira e fizeram a seguinte pergunta para a mesa: É ou não é ex-treinador e ultrapassado?
Com todo o respeito a cultura dele, falaram que já devia ter parado.
A gente como torcedor enxerga um pouco, vê a diferença. Nunca pensei que falaria isso:
-Prefiro Celso Roth que Parreira para o meu time.
A decadência chega, vi ela vir para Aimoré Moreira, Minelli e mais alguns.
Sobre Aimoré Moreira, em 1971 cabulei aula e fui ver Corinthians x Ponte Preta. O Corinthians estava perdendo e o popular “biscoito” sacou o Tião e colocou o Célio ( ex-Vasco ) . Celio chegou já muito mal no Corinthians.
Na primeira bola que o Célio errou a torcida se enfureceu e começou a gritar: Aymoré Burro, Aymoré Burro.
Já seu irmão Zezé armava bem os times. No Corinthians recuou Roberto Bataglia para ajudar no meio de campo. Acho que no Flu ele recuava o Tele. Mas isso eu não vi. Vi acho que um jogo do ataque Maurinho, Tele, Valdo e Escurinho num Rio São Paulo no Pacaembu contra o Palmeiras. Era num aniversário, sabado a noite, e deixaram por alguns minutos a TV ligada no canal. E veio uma bruxa mudar de canal sem imaginar que o que eu mais queria era ver o jogo.
Hoje em qualquer lugar e em qualquer hora tem futebol e televisão.
Mal sabe a molecada de hoje como era difÃcil ver um jogo na TV. Era coisa mais valiosa que um console de Play Station 3.
Abs
Comentário por aquinojmde — (21:06)
No inÃcio de 70, Alex, nós ainda estávamos no a Edição de Esportes do Estado / JT. Em fevereiro é que fomos para a Placar. Esse trabalho Aimoré/Saldanha saiu na Edição de Esportes. No JT dve ter saÃdo uma repercussão. Na EE a reportagem tinha exatamente esse tÃtulo. Foram momentos e tensão.
Comentário por aquinojmde — (21:15)
Não acho que Parreira esteja ultrapassado, Gilberto. Só acho que ele, como muitos de nós, em determindo momento da vida, não tem mais saco para aturar certas coisas.Há pouco eu estava trabalhando em um lugar e, por não suportar mais certas coisas, fiz tudo para não continuar. Não era questão de dinheiro ou competência, mas de saco.
Sobre os irmãos Moreira, que como eu nasceram em Miracema, Aimoré sabia muito mais de futebol do que Zezé (batizado Alfredo, Júnior). A diferença e que Zezé tinha fama de durão e impunha respeito. Aimoré era om inverso. Sobre a bruxa, chegou a chamá-la assim? rrss
Comentário por Alexandre Giesbrecht — (21:18)
Por falar no Zezé Moreira, nessa “viagem” pelo JT de janeiro de 1970 (Estadão só em microfilme, é bem mais difÃcil de procurar), achei uma declaração dele que é quase ipsis litteris do Muricy Ramalho. Vejam só que curioso: “Meu contrato com o São Paulo é verbal e vale até o dia 31 de dezembro. Não faço promessas nem vou pedir contratações até que conheça os jogadores que vão trabalhar comigo. Mas vou avisando: não aceito indisciplinas, não faço declarações à imprensa depois dos jogos, não aceito palpites mas admito qualquer crÃtica ao meu trabalho.”
O Aymoré/Saldanha deve ter saÃdo antes disso. O que estava lá era a reportagem (eram todas sem crédito de autor) sobre a Romênia em Belo Horizonte, que acredito que seja quando o Michel me disse que o Saldanha o encontrou no saguão do hotel, mostrou uma arma na cintura e disse: “Michel, você está me devendo e eu vou cobrar.”
Comentário por gilberto maluf — (23:48)
Ze Maria, o Parreira passa a impressão de ultrapassado. A conivência dele em 2006 foi de amargar. A gente de fora via que tinha “gordos” e opulentos que não queriam nada com a pelota. Mas aceitou imposições. Mesmo sabendo que não ia a lugar nenhum. E como não foi, mesmo assim nada falou.
Não consigo ser assim. Ele não precisa mais de dinheiro, porque se calou?
Sobre a bruxa, imagine, eu ficava sentado num canto e de cabelo penteado rsrsrs.
Algumas mulheres são insensÃveis e sem senso de humor apurado.
Imagine então se aquela bruxa iria perceber meus olhos vidrados no futebol. Faz parte daquelas egoÃstas e cegas que andam por aÃ.
Abs
Comentário por Alexandre Giesbrecht — (9:30)
O Parreira teve uma sobrevida maior do que deveria ter tido com o trabalho que fez no Corinthians em 2002. Mas, olhando para trás, é de se imaginar se ele foi o grande responsável pelo trabalho ou se foi o time, que ganhou o Rio-São Paulo e a Copa do Brasil e foi vice brasileiro.
Comentário por aquinojmde — (9:30)
Zezé Moreira, Alex, era assim mesmo Igual ao pai, Alfredo como ele. Sério, às veze carrancudo. Sorria fora do futebol, com os amigos. A reportagem com Aimoré/Saldanha saiu na Edição de Esportes, não no JT, em fins de 69. E Saldanha disse exatamente assim para o Michel, com quem tinha trabalghado na ültima Hora, do Rio, e com o pai do Michel.
Onde você pesquisa o JT? Estou precisando dar uma olhada. abrs
Comentário por Alexandre Giesbrecht — (12:17)
No Arquivo do Estado, ao lado da rodoviária. É gratuito e funciona de terça a sábado (mas vai estar fechado quinta, sexta e sábado, por causa do feriado). Eu realmente gostaria de ler “O jogador é um escravo”, mas, além de eu não saber que dia foi publicado (você sabe?), está em microfilme, isso se a Edição de Esportes estiver no acervo, algo de que não tenho certeza. Ah, e no alto do blog está escrito que você começou no JT. Está errado, não está?
Comentário por aquinojmde — (13:10)
Na verdade comecei no e com o JT, em 66. Depois passei para a Edição de Esportes e Estadão. Vou arranjar jeito de passar pelo Arquivo. Preciso pesquisar algumas coisas da época. Obrigadão. tks.