19
de
julho
Olhar o resultado ou também a atuação do time?
Quando a maré tá boa, o goleiro tira a bola no ângulo, o zagueiro salva sob a risca do gol, o árbitro se equivoca, marca um pênalti que o especialista em arbitragem diz não ter sido e ainda expulsa o zagueiro que teria tirado a bola com a coxa e não com o braço. Isso, ainda no primeiro tempo, aos 27.
Quando a maré continua boa, o time sofre forte pressão do adversário, que joga com dez, no segundo tempo, o vê desperdiçar pelo menos três chances para empatar, antes de fazer seu segundo gol, sente que o árbitro conhece a manha do jogador mais perigoso do time inimigo e não marca as faltas que ele tenta cavar. E só assinala um pênalti, cavado, aos 39, quando os três pontos parecem garantidos. 2 a 0 ou 2 a 1 dá no mesmo.
O que importa, naquelas alturas, é que o time chega aos 20 pontos e sobe na tabela.
Mas, como não se deve achar que a maré vai estar sempre mansa, pode valer a pena analisar a partida não apenas por seu resultado. E aí, vale a pena notar que o time sumiu fisicamente na segunda etapa, esteve perto de sofrer um ou dois gols, além do convertido pelo pênalti cavado. E que dizer que tal só aconteceu porque o inimigo, perdendo o jogo foi para cima, é chover no molhado ou tapar o sol com a peneira - o que dá no mesmo.

