29
de
julho
Exemplo não seguido
Em 75, fui a Buenos Aires para ver Argentino Juniors e River Plate pela penúltima rodada e, se preciso, o jogo final entre River e Racing. Os jogos eram importantes porque o River poderia ser campeão após 18 anos de fila - o Corinthians estava há 21 no paulista.
Quando cheguei, o Sindicato dos Jogadores estava em greve pedindo um piso salarial maior. Várias reuniões entre o Sindicato, a AFA e o Ministério do Trabalho e nenhuma solução.
Até que por volta das 17 horas da quarta-feira oMinistério e a AFA decidiram que o jogo seria disputado entre juvernis, que por serem amadores, não deviam obedecer a ordem de greve do Sindicato. Pelas rádios e pela televisão eles foram convocados para estarem às 19 horas no estádio do Velez
Jogo parelha, nervoso, estádio lotado, o River só conseguiu marcar um goplzinho aos 32 do segundo tempo. Aos 43, não suportando mais a angústia - jogo entre juvenis costuma mesmo ser parelha - a torcida derrubou o alambrado, invadiu o campo e acabou com tudo.
O sindicato argentino decretou nova greve agora, provocando o adiamento do início do campeonato, marcado para 14 de agosto. Desta vez, a luta não é por maior teto salarial, mas para que os clubes quitem antes as dívidas que têm com os jogadores.
Sabe no total de quanto: de míseros 20 milhões de reais - pouco mais do que só Romário tem para receber dos clubes cariocas que defendeu.
Sabe quando no Brasil teremos um sindicato com tal força? Nunca, infelizmente. E não é por falta de exemplos e de dívidas. Ainda estamos no tempo do cada um para sim..


Comentário por Caolho — (10:43)
Por onde vc andou J.M.Aquino? Sumiu? Nunca mais soube de vc. Bom ve-lo de volta. Boa sorte!!
Comentário por aquinojmde — (14:38)
Sempre por aqui, nesse cantinho. Tocando a JMA Comunicação. Escrevendo para os que me procuram, comentando na Terra-TV, visitando os netos, caminhando na praia, frequentando o Benjamim. E você, por onda tem andado? abrsss