Não sou contra a se fazer perguntas aos técnicos e jogadores, mesmo as que parecem ter respostas mais óbvias possíveis e as repetidas, que tanto irritam a alguns, como Muricy, Luxemburgo, Ronaldo ..
Não deve ser fácil mesmo saber que os programas precisam ser preenchidos e que o chefe exige a participação do repórter, com a pergunta mais inteligente e exclusiva, claro.
Uma que virou moda nos últimos tempos é se o jogador que trocou de time vai comemorar o gol se o marcar contra seu ex-time.
E não é que tem jogador que responde que não vai comemorar e que não comemora mesmo, confundindo as coisas, dizendo que não o faz por respeito e até amor ao seu ex-time? E o respeito e o amor ao seu novo clube, o que paga seus salários e leva torcida ao estádio?
Não comemorar nãp parece, no cso, desrespeito?
Ora, ora, inteligente e bom de bola, Fernandão acaba de responder que vai comemorar, e muito, se marcar um gol contra o Internacional, seu ex-clube. Não por bronca, porque a diretoria gaúcha não lhe fez uma proposta oficial quando informou estar de volta ao Brasil, imagino. Nem por amor avassalador ao Goiás, seu primeiro e atual clube, imagino, também.
Mas porque futebol é profissional e o jogo uma festa. Comemorar o gol faz parte da festa e não tem nada de agressivo.
Esta semana toda indagaram, prguntaram, opinaram, palpitaram sobre como a torcida do São Paulo vai receber Muricy Ramalho amanhã no Morumbi. Assim, como se fosse um crime de lesa pátria aplaudir um ex-amigo, hoje um inimigo - em termos esportivo, entanda-se.
Não há crime em vaiar ou aplaudir alguém em situação como essa. Mas, como um jogo de futebol é um duelo que dura 90 minutos e faz parte da festa e não de guerra, o que a torcida do São Paulo tem mais que fazer é vaiar Muricy Ramalho e o time do Palmeiras. Como seria lógico se fosse o inverso.
Depois do jogo, com qualquer resultado, pode-se até tomar umas e outras juntos.