Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

29

de
setembro

Alô Juvenal, é tudo ou nada, né?

Esse papo de que São Paulo não pode ficar fora da Copa só o homem de gelo não sabia.

Mas essa história de que o Morumbi é bom para jogos menores, mas não está pronto para abertura e para grandes jogos, como andam repetindo, parece esconder gato na tuba.

Cheira a história dos bodes russos.

Mais agora, que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, que não bebe, anda confundindo uma eventual nova pintura no velho e bom Pacaembu, que andam tentando empurrar para o Corinthians, com uma nova e bela arena

Se os assessores, ou os informantes do dono da festa, não sabem colocá-lo em dia com a vida brasileira, é mau sinal Podem estar servindo a ele feijoada em dia de macarronada.

O que pode levar Juvenal Juvêncio, sempre comedido, tranquilo, sóbrio, a de repente agradecer e dizer que o Morumbi ficará para jogos locais.

É tudo ou nada, né, Juvenal. Diga a eles que só joguinhos, nem a pau.

29

de
setembro

Vou ali e volto logo

Até sábado, de repente, sumo. Entre lambaris, geladinhas e palmito amargo, vai ser difícil encontrar uma Lan House. Nem mesmo ter fôlego para ir à casa de algum amigo.

Alô Maria, não esqueça do palmito.

Alô Chapadão, bota o lambari na frigideira e a cerva na geladeira

Esqueça o resto. Tá?

FOI, fui.

29

de
setembro

Pior a emenda…

Durante o jantar comemorativo aos 99 anos de fundação do Corinthians, foi exibido - está na imprensa - num telão armado no salão, desenho onde um gavião passa a bola debaixo das pernas de um veadinho, usando camisa parecida com a do São Paulo.

De pouca graça, a piadinha ainda teria sentido se o filme fosse exibido na sede da Gaviões, numa noite qualquer de ensaio para o carnaval ou para esquentar a discussão na véspera de um jogo entre os dois times.

Após a exibição, animado, eufórico, o presidente do clube, e não o da Gaviões, Andrés Sanches, desculpou-se da cena, dizendo que não sabia da sua existência, que o filme não passou por seu crivo, e que se soubesse antes não permitiria sua exibição.

Pouco importa se Sanches sabia ou não, mas ao dizer que não, mostrou não ter domínio sobre o que ocorre no clube, o que não parece bom. Se colocam uma cena, boa para briga entre torcedores, que ele, como presidente, na noite de aniversário do clube, diz ter sido sem seu conhecimento e que a desaprovaria, sinal de que podem fazer qualquer coisa mais. Coisas mais sérias.

28

de
setembro

Brincadeira tem hora

Domingo, quando chegou em casa, Alberto Pezão, 48 bico largo, encontrou um técnico em televisão, chamado por sua mulher Conceição. Pezão é corintiano. Conceição é sãopaulina. Os dois brincam com a rivalidade, mas raramente elevam o tom da voz.

Domingo foi um desses raros dias. Pezão quis saber o que fazia ali o técnico em televisão e Conceição disse tê-lo chamado porque o aparelho parecia estar com defeito.

- Quando o Ronaldo era apanhado em cheio pelas câmeras, parecia uma pintura do (Fernando) Botero. Ai eu achei melhor chamar o técnico.

Que foi dispensado quando as rusgas começaram a ficar mais séria, com Pezão chegando a falar em divórcio.

Hoje, no Rio, mais uma vez indagado, mais uma vez o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, chamando Ronaldo de Fofo, disse que ele terá lugar na seleção, "se voltar a mostrar a forma física apresentada na Copa de 2002" - não confundir com a de 2006.

Brincadeira tem hora. 

27

de
setembro

Papo amigo

Fim de jogo, o sãopaulino Júnior encontra Alberto Pezão na porta da Igreja e sai falando:

"Parabéns, Pezão, vocês mereceram.

"Embora o Godoy tenha dito que o Washington não estava impedido - depois deu o dito pelo não dito e lascou para cima do bandeirinha -  eu vi que estava. Vi com a câmara do Arnaldo que ele estava 26 centímetros na frente. É um tiquinho, mas tava, e você sabe que eu não mudo a verdade"

"Também, ao contrário do Godoy, Pezão, vi que não foi pênalti no Marlon. Houve um puxão de camisa, mas coisas leve, nada que valesse um pênalti"

"Também acho que o Washington mereceu ser expulso. Onde já se viu, grandalhão daquele jeito, agarrar o adversário pelo ombro?"Para mim, Pezão, o placar moral foi 1 a 0 para o seu Timão. Só não foi 2 a 0 porque o Rick tirou aquela bola do Ronaldo. Mas também ele já estava cansado, né?

Falou, falou e despediu-se, dizendo que tinha o compromisso, deixando Pezão desconfiado que alguma coisa não parecia certa.

27

de
setembro

As mesmas hortaliças

Quando estive consultor da Sportv, coloquei ao diretor que o canal devia fazer algumas pequenas exigências, nada exageradas, ao assinar contratos para a transmissão de jogos - qualquer esporte. Coisas do tipo:

a. os técnicos deviam divulgar com pelo menos 30 minutos de antecedência as escalações de seus times, incluindo reservas.

Naquele tempo ainda não haviam inventado escalação com 12 e até 15 jogadores, com o ridículo "ou". Essa, se fosse hoje, proporia que a CBF estabelecesse pesada multa.

O dia que um técnico declarar que foi surpreendido com a escalação do time adversário só porque o gênio do outro lado escondeu a escalação até a entrada em campo, ou usou o tal do "ou", esse técnico deve ser despedido.

As escalações deviam ser conhecidas antes para que os repórteres da Sportv pudessem trabalhar sem sufoco e sem ficar repetindo para o locutor que o mágico do time tal ainda fazia mistério, e para que o assinante recebesse um trabalho melhor feito.

b. outra proposta foi que os entrevistados deviam ser escolhidos pelos repórteres - já que os encarregados da nomeação, geralmente assessores sem poder para indicar os melhores -, de preferência aqueles que o desenrolar do jogo claramente indicava como os que o assinate gostaria de ouvir: goleiros que fecharam o gol, artilheiro da partida, goleiros que "pegaram" frango,  e até o cobrador do pênalti que fez fiasco.

Só em casos raríssimos deviam escolher os técnicos que, no geral, falam as mesmas coisas, dão as mesmas desculpas, irritam-se com as perguntas, principalmente quando feitas pelos mais jovens, sem força, ainda, para dar a eles o troco, ali ou depois, procuram desviar o foco da questão e ainda saem dizendo que agiram assim para proteger seus jogadores - os que falharam, naturalmente.

Minhas opiniões foram acolhidas, mas não colocadas em prática pelos clubes, porque não colocadas no papel. E, já disse alguém, o que não está escrito não está no mundo.

Consequência? Dentro de mais ou menos três horas - são 14h50 - vamos estar saboreando a mesma salada de hortaliças, com pouco sal e óleo de soja,

 

 

26

de
setembro

Não é tanto, mas Muricy queria o quê?

Tenho um grande e velho amigo, hoje casado com uma bela mulher, em todos os sentidos, que quando era solteiro e íamos a uma festa, a primeira coisa que fazia era descobrir onde estava a moça mais feia. Fisicamente, claro, porque essa de beleza interna depende de longo papo, às vezes de muito uisque.

Quando alguém perguntava a ele o motivo, a resposta era rápida e simples: "com as feias o papo é garantido, as bonitas escolhem muito, são cheias de nós pelas costas e acabam sempre sozinhas"

Lembrei-me do velho amigo ao ouvir Muricy Ramalho reclamar e dizer que o Brasil está contra o Palmeiras. 

Na verdade não é tanto assim. Conheço muitos corintianos, flamenguistas, santistas e até cruzeirenses que, vendo seus times fora da briga pelo título, estão preferindo o Palmeiras na frente, para nao dar chance ao Sao Paulo de ser tetra. "Os tricolores ficariam insuportáveis", dizem.

Independentemente desse olho no Palmeiras, olho no São Paulo, o quê Muricy esperava, que ninguém ligasse para seu time? Líder, Muricy, é como a moça bonita da festa, todos ficam de olho nela. Menos meu velho amigo Luizinho.

Ainda sobre Muricy, tenho reparado a melhora de seu humor, e também o aumento em suas reclamações, colocando-o muito perto do que era Vanderlei Luxemburgo quando no Palmeiras.  Será por causa da cadeira ou do uniforme herdados?  

25

de
setembro

Parece que foi ontem

Recebi dois convites para comentar a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o que ocorrerá dia 2 de outubro, próxima sexta-feira. Como só daria para atender a um, iria à Tv-Terra. Mas não vai ser possível. Naquele dia estarei em um jantar com amigos, em Miracema, a santa terrinha.

Mas, por mera coincidência, andei lendo, para rascunhar o que poderá virar um livro, trabalhos meus publicdos em julho de 1976, quando cobri os Jogos de Montreal, Canadá. E o primeiro deles tratou dos problemas financeiros, entre outros, enfrentados pelo Comité Canadense.

Veja como parece que foi ontem, e compare com tudo que você já leu, ouviu e vai continuar lendo e ouvindo, se a escolha recair sobre o Rio de Janeiro.

Depois de escrever sobre a grandiosidade da festa, de dar detalhes sobre o que os 70 mil privilegiados veriam no estádio e cerca de 1,2 bilhões de espectadores dos cinco continentes teriam em suas casas pela televisão.

De lembrar que lágrimas e sorrisos se misturariam no simbólico minuto de silêncio que seria feito para separar o passado do futuro próximo, e não para homenagear os 11 atletas mortos durante os Jogos de Munique, 4 anos antes, como gostaria que fosse Ankie Spitzer, viuva de André Spitzer, um dos 11, indaguei, como todos faziam, se valia a pena tudo aquilo, em todos os sentidos. No esportivo, no político, no financeiro, no cultural.

Guy Saint-Pierre, ministro da Industria e Comércio do Canadá respondeu que sim. Que as instalações construidas para os Jogos não deviam serconsideradas apenas em termos de dólares, mas também nos benefícios que trariam a médio e longo prazo.

Tudo igual a hoje, assim como os preços das obras sendo colocados sob suspeita. Os custos das obras já estavam refletindo no bolso dos canadenses e logo iria refletir no dos turistas.. Acusações, inquéritos e explicações já pipocavam para apurar possíveis fraudes na construção da Vila Olímpica.

As obrs haviam sido orçadas em 381 milhões de dólares e até aquele momento, sem tudo estar prontinho - uma famosa torre, que entre outras coisas sustentaria o teto móvel do estádio, que só ficaria pronta dois anos mais tarde - haviam sido investidos 1,4 milhões de dólares.

A polícia estava revelando nas vésperas da abertura dos Jogos, que  mais de 30 preços referentes à construção da Vila Olímpica estavam errados. Sete pessoas, incluindo quatro construtoras, deveriam comparecer ao tribunal. 

Os 980 apartamentos onde ficariam atletas, dirigentes, técnicos deviam custar 33 milhões de dólares, mas acabaram saindo por 90 milhões. Tornaram-se caros demais para serem vendidos, como a comissão pretendia, podendo ser transformados em casas para idosos.

A segurança custaria cerca de 100 milhões de dólares - 8 mil por atleta, e os Jogos estavam sendo considerados os mais caros e controvertidos desde os de Berlim, em 1936. Canadá, nem de longe, tinha problemas de segurança como tem as cidades candidatas para 2016, com o Rio, nesse item, ganhando disparado.

Parece ou não que foi ontem? E provavelmente menos problemático do que será em 2016, se a festa sexata-feira for no Rio?

 

25

de
setembro

E alguém tinha dúvida?

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, mais entrevistado que Papai Noel no Natal, entre tantas outras declarações, disse agora que não há a menor chance de não haver jogos em São Paulo, Rio e Brasília, pela Copa 2014.

Alguém em algum momento teve dúvida disso?

E de que os jogos em São Pulo serão mesmo no Morumbi, alguém tem dúvida? É só aguardar.

Antes, a empresa contratada pela Fifa para as transmissões dos jogos, disse que não dá para fazer o trabalho no Morumbi, cumprindo as exigências da entidade.

Para esse probleminha a solução é fácil.

Basta a Fifa alugar os equipamentos de qualquer das emissoras de televisão de São Paulo, levando junto seus profissionais, que estão careca de fazer transmissões de lá - de primeira qualidade.

Qual será o próximo problema? Manda…

25

de
setembro

Conselho a uma prima-dona

Depois de não jogar nada, atingir seu marcador, Wendel, com uma cotovelada, ser substituido e deixar o campo sob vaias, Kléber declarou que não queria mais jogar no Cruzeiro.

Depois, aconselhado e de cabeça mais fria, mediu as consequências e mudou de ideia

"Fico, mas só se a torcida parar de me vaiar"

Algo tão impossível quanto acertar na mega-sena - sem ser "anão do orçamento".

Melhor mesmo seria ouvir o conselho do companheiro Wellington Paulista, que com ele disputa posição.

"É só marcar gols que a torcida aplaude".

24

de
setembro

Isso é castigo

Fui algumas vezes a La Paz e não "cai duro". Fiz tudo direitinho, como ensinaram amigos da terra: andei lentamente nos primeiros momentos, não subi escada, não carreguei mala e tomei o famoso chazinho de coca - com moderação, é bom que se diga.

Passar ou não passar mal varia de pessoa para pessoa e do jeito como ela encara a situação. Leivinha conta que quando jogou lá com a Portuguesa, o médico, o preparador físico e o técnico explicaram as consequências de jogar na altitude e pediram para que todos tocassem a bola e corressem o mínimo possível.

Piau ouviu tudo e fez exatamente o inverso. Logo de cara deu três arrancadas pela esquerda. Na última, caiu sem fôlego, foi retirado de maca e não voltou mais.

La Paz tem seus encantos, mas nada que mereça o sacrifício de ir até lá se não for para cumprir com as obrigações. No caso dos jogadores, jogar. Ainda mais quando já se fez o bastante para ter a confiança do técnico e, em consequência, merecer dele o carinho de não precisar viajar.

Ir a La Paz e jogar a 3.620 metros de altitude é um castigo, não resta dúvida. Mas, ir, sendo titular, e ficar no banco, é castigo dobrado.

Se ainda der para tomar uma Paceña geladinha…

Mas, se Dunga a liberar, aconselho a quem for aproveitar, tomar muito cuidado quando servir a geladinha a um boliviano. Nunca vire o punho para cima. Nunca. Significa ofensa grave - tipo sua mãe não é séria - e nem todos se lembram que não temos o mesmo costume.

Nesse caso, chamam para a porrada. O amigo Toto Arevalo que não me deixe mentir, porque Mané Mota  já não vive por aqui.

24

de
setembro

Mais uma marca na chuteira

Eu estava prontinho para escrever que o Kléber não fez nada no jogo Cruzeiro 1 x 2 Palmeiras, quando, de repente, ele "esqueceu" o braço no rosto do Wendel, tirando-o do jogo. Fosse a primeira vez, e daria para concordar com os que consideraram uma jogada normal - afinal, a imagem achada era ruim.

Não sendo, e vendo imagem mais nítida, só me resta esperar que Kléber faça mais uma marca na sua chuteira - como os mocinhos e xerifes faziam nos tempos dos faroestes americanos, marcando no cabo do revolver cada bandido abatido.

Por jogar mal, Kléber não devia ser punido pela torcida cruzeirense, porque, de resto, todo time ciscou muito de um lado para outro, mas não conseguiu arrematar, em número necessário, contra o gol de Marcos. O Cruzeiro teve, é certo, três chances, além da aproveitada, muito pouco para um time que enfrentou adversário com 10 em campo.

O Cruzeiro teve 68% de posse de bola, contra 32% do Palmeiras, números que não provam superioridade, mas que tanto gostam de citar. Quem ainda tinha dúvida…Se posse de bola valesse alguma coisa, aquele baixinho que vai de um canto para outro do campo, sem deixar a redonda cair, seria gênio.

Fora as três oportunidades não aproveitadas, o Cruzeiro poderia ter marcado mais gols - um, dois, três - se o árbitro tivesse assinalado os pênaltis contra o Palmeiras, de acordo com as diversas fontes.  

23

de
setembro

Ledo engano

A idéia é de que Dunga pode convocar apenas jogadores reservas, talvez um grupo misto, para enfrentar a Bolívia na próxima (penúltima) partida pelas eliminatórias.

A justificativa seria uma vingança da CBF, para esvaziar o jogo, diminuindo o interesse da torcida boliviana, que não lotaria o estádio e daria prejuizo à federação local. A CBF acha que não se deve jogar em La Paz, na altitude de 3.600 metros

Será mesmo que a torcida boliviana preferiria ver o Brasil com time completo, por isso com maior possibilidade de uma vitória - que nem precisa mais, a não ser pela vaidade - ou acharia melhor pegar um time mais fraco, aumentando a (pequena) chance de vitória boliviana?

É bem possível que o estádio Hermando Siles, para 46 mil torcedores, não receba lotação completa, mas não será por conta de um time reserva ou misto do Brasil. Seria mais, muito mais porque a Bolívia, 9a colocada, apenas 12 pontos em 16 jogos, não tem qualquer chance de ir ao Mundial.

Mas, se é um "crime" jogar a 3.600 metros de altitude, por que a CBF manda para lá os reservas?  Que mal teriam feito?

22

de
setembro

Sob a proteção do Cristo

Leio e ouço:

a. que o Ministro dos Esportes, o baiano Orlando Silva Filho, planeja mudar para São Paulo seu domicílio eleitoral, visando os votos dos paulistas para a Câmera Federal;

b. que Márcio Braga, presidente licenciado do Flamengo, quer ser senador, como representante do seu clube e do futebol;

c. que Romário, ex-jogador, pode concorrer a uma cadeira na Câmara Federal. Sem a menor intenção de, eleito, se ver protegido da Justiça, como fazem tantos enrolados com ela

‘d. e que Edmundo, também ex-jogador, está de olho na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, estado que elegeu, sem dar a ele, diretamente, um só voto, o senador Paulo Duque. Aquele que arquivou todos os 11 processos contra José Sarneu, no Senado.

Tô pensando transferir meu título para o Rio

 

22

de
setembro

Só militar?

O presidente Lula disse hoje que Brasil e Estados Unidos não devem aceitar golpes militares..

Falou legal.

Mas, e golpe civil, pode?

21

de
setembro

Eles que fiquem com a sede

Tenho fresca na retina e na memória a imagem de Tão Gomes Pinto, editor de esportes do Jornal da Tarde/Edição de Esportes, assim que o Brasil perdeu para Portugal e caiu fora na Copa de 66, na Inglaterra.

Tão, o que pensa grande, esfregou o nariz  de um lado para o outro,como sempre fazia, colocou a lauda na máquina e dedilhou em segundos:

ELES QUE FIQUEM COM A TAÇA

Que seria do Brasil, bi na Suécia e no Chile, caso conquistasse o tri - que só veio em 70, no México.

Diante de tantas críticas e cobranças, o que é que o São Paulo está esperando para dizer à Fifa:

VOCES QUE FIQUEM COM A SEDE

21

de
setembro

Motivação de sobra

Depois dos 4 a 1 impostos pelo Goiás ao Corinthians, Ronaldo, ao estilo "não estou nem aí", disse que o Corinthians já alcançou seu objetivo maior este ano (vaga na Libertadores) e que "cabe aos outros correr atrás de posto igual" Um direito do Fenômeno.

Andrés Sanches, vivendo os mesmos momentos, disse que ainda confia na conquista do título brasileiro. Sua obrigação, como presidente. 

Antes do jogo contra o Santo André, com empate por um gol, jogadores do São Paulo diziam, diante da possibilidade de terminar a rodada na liderança, que o importante é liderar na última rodada. Certíssimo, mas não foi pra evitar a ponta desde já que o tricolor cedeu o empate e quase perdeu o jogo. Foi mesmo por ruindade.

Mas nem de longe pensem que a derrota do Corinthians e o empate - com sabor de derrota, como gostam de dizer - do São Paulo servirão para diminuir a importância do clássico entre eles, domingo no Morumbi.

Amanhã o corintiano já terá esquecido a goleada para o Goiás e passará a se elimentar do "ódio" que nutre pelo São Paulo, altamente positivo, quando, por incentivo vindo de cartolas, não tira as aspas. Nada melhor que vencer os "bambis" para aliviar uma dor, ainda que isso valha ajudar o "porco", outro inimigo.

E não será diferente pelo lado tricolor, que parece ter como objetivo maior, faz bom tempo, ganhar dos "gambás" ou dos "galinhas", dependendo de que lado vem o grito de guerra.

Como para os dois o jogo passa a ser tão importante quanto o copo d’água que mata a sede, os resultados de ontem, de olho no domingo, parecem ter vindo para ajudar e esquentar o clássico.

Que, mais uma vez não levará ao Morumbi o público que poderia, graças à grande bobagem de limitar o número de ingressos para a torcida adversária. Como se dinheiro estivesse sobrando e torcida ganhasse jogo.

20

de
setembro

Nunca é demais

Já comentei nesse espaço como é difícil analisar arbitragem, mesmo estando santado em sala com temperatura ambiente, longe do calor do estádio e da ira da torcida em volta da cabine, podendo esperar e olhar a repetição das jogadas mais difíceis, antes de emitir qualquer opinião.

Mas sempre vale a pena voltar ao assunto, observando a constantes e duras críticas que os árbitros recebem a todo instante, muitas delas descabidas, exageradas.

Gostaria que os comentários fossem feitos em cima do lance, no mesmo instante em que o árbitro e seus auxiliares devem decidir. Ainda assim os comentaristas levariam vantagem, mas pelo menos não tão exagerada.

E gostaria também que os árbitros não só pudessem dar entrevistas após o jogo - como fazem técnicos, cartolas e jogadores no campo - como mostrar teipes e gravações em sua defesa.

Hoje mais uma vez dois dos maiores árbitros que nosso futebol já teve e agora competentes juizes dos árbitros, voltaram a ver de forma totalmente diferente uma jogada na área do São Paulo, numa disputa de bola do zagueiro Miranda. 

Oscar Roberto de Godoy, na Bandeirantes, disse que não houve pênalti e Arnando César Coelho, na Globo, mandaria a bola para a marca da cal.

Vendo de forma diferente, estando em ambiente muito mais tranquilo, qual deles poderia atirar a primeira pedra? E se eles, que estiveram lá, e brilharam, não podem - ou não deviam - quem mais, sabendo muito menos, pode-se sentir-se nesse direito?

 

20

de
setembro

Não foi o que dissemos?

Tirando a diretoria do Santo André e o comprador de jogos e rendas, ninguém mais - nem os jogadores do azulão, nem o São Paulo, queria o jogo entre eles levado para Ribeirão Preto.

Os concorrentes - até Muricy Ramalho entrou nessa - reclamaram, dizendo que lá o Santo André estaria jogando, na melhor das hipóteses, em campo neutro. E que o São Paulo iria se sentir em casa, porque a torcida seria sua.

Como se não fosse igual no Bruno Daniel ou em qualquer outro estádio.

Como se torcida ganhasse jogo, e o futebol está pleno de mostrar que não ganha.

A desculpa da diretoria do Santo André era de que em Ribeirão Preto conseguiria melhor arrecadação. Grande bobagem. Embora dessa a impressão de público maior, divulgaram menos de 20 mil pagantes. Teria gato na tuba? Miauuuuu

E a arrecadação ficou na casa dos 600 mil e alguns quebrados, que, descontadas as despesas - viagem, hospedagem, ingressos etc - caem ali pela metade.

Melhor. então, seria jogar por aqui mesmo, até no Morumbi, onde o público seria perto do dobro e a arrecadação também. Com o detalhe de que o Santo André e o São Paulo - que nada tem com a história - não teriam as despedas que tiveram para chegar a Ribeirão Preto.

Dito isso, o que se viu foi o Santo André mostrando, mais uma vez, que não tem medo do São Paulo e que pode vencê-lo em qualquer campo: este ano ganhou uma por 2 a 0 e empatou a outra por 1 a 1, ambas no Morumbi.

No jogo de hoje, como nos anteriores, foi melhor time em campo, sufocou o tricolor e podia tê-lo vencido. Para o São Paulo, o empate ficou barato. E por que? Porque time que joga com Arouca e Borges, joga com nove.  

20

de
setembro

No Ceará não tem disso não

Tudo bem que poucos minutos depois de validar um gol feito com a mão, na vitória por 1 a 0 do Paraná sobre o Ceará, as autoridades do setor puniram o árbitro Charles Herbert Ferreira com três meses de gancho. O "ceguinho" só voltará a apitar ano que vem.

Mas, e o pontinho - pelo menos um, do empate sem gols - tirado do Ceará, quem paga por ele?

Hoje o Ceará, que cumpre boa campanha, permanece entre os quatro primeiros, aqueles que subirão para a série A, mas, e se o pontinho fizer falta lá na frente?

Quem vai indenizá-lo das despesas feitas para montar um bom time, num projeto para subir, que um ceguinho jogou no chão?

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