Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

28

de
outubro

Quando revelar e quando não

Nunca se deve arrepender de alguma coisa que fez ou deixou de fazer. Porque não se deve fazer ou deixar de fazer alguma coisa sem antes pensar bastante sobre a decisão a tomar. Agindo assim, não há porque se arrepender, já que a decisão tomada naquele momento era a correta, a melhor. Ou não se pensou bem antes…

Também não se deve esconder os atos assumidos, as decisões tomadas, por mais que elas possam, mais na frente, serem reconhecidas como erradas e envergonhar.

Nenhum esportista - essa é nossa praia na vida - deve se dopar para alcançar resultados superiores ao que pode conseguir de "cara limpa". Alcançando o melhor resultdo, até uma medalha, dinheiro, o mérito será mentiroso e não irá enganar quem se dopou. O espelho, mirado ou não, estará dizendo: "você é um farsante"

Abrindo um parêntesis, a observação vale também para aqueles que invantam conquists, passagens vividas em sua profissão. Quem ouve suas mentiras pode acreditar nelas, mas quem as conta sabe que de nada valem. Melhor sentar no fundo da sala e ser chamado para se apoximar, do que ser indagado porque está ali na frente.

Fechado o parêntesis, uma pergunta: deve-se sempre contar sobre as atitudes tomadas, sabidamente erradas, que até envergonham? Respondo que depende.

Se a revelação vai servir de bom exemplo, vai alertar outras pessoas para que não cometam o mesmo erro, sim.

Mas se ela vai ou pode iludir jovens, levando-os a cometer as mesmas asneiras, na "certeza" de que nada lhes acontecerá, como ocorreu com o ídolo que a narra, digo que não.

A força da trapaça, a fuga da punição, no caso, se torna maior que a lição.

Está para sair o livro "Open: an autobriography", do ex-tenista Andre Agassi, onde ele revela ter-se dopado em 1997, tomando metanfetaminas, que lhe causaram euforia. Apanhado no exame, Agassi conta como escapou da punição, mentindo.

Ídolo de tantos jovens que sonham conquistar tantas torneios de tênis quanto ele, um dos meiores em todos os tempos, devia Agassi falar de seus desvios?

Considero que mais vai prejudicar que ajudar. Sendo assim…

 

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6 Comentários »

  1. Comentário por luiz de jesus vanitelli — (14:41)

    alo ze
    hoje, tambem emitindo minha opiniao no blog ‘balaio de ricardo kotsch), retratei sobre o homem e a ideia, dizendo que temos sempre que diferenciar os dois, podemos criticar a ideia, mas para criticar o homem temos de ter razão de sobra.
    retratei as crises de sistemas e ideias, onde hoje toda crise que existe no mundo, retratei como uma crise do proprio homem e não mais da ideia e dos modelos.
    o homem que não tenha etica e escrupulos para angariar mais lucros, o homem que destroi toda extrutura da terra mesmo sabendo que deixara um sepulcro para seus proprios filhos.
    esta noticia veio confirmar minhas convicções, sim, drogou para alcançar o objetivo de vencer o adversario e tambem ter mais lucro, e hoje usa o poder globalizado para com um exame de consciencia fazer a mea culpa, mas no fundo com o intuito de ganhar mais e ainda mais com isso. e o homem de hoje, enbarca nisso tudo e vão todos comprar o seu livro.
    socrates não deixou nada escrito pois dizia que as palavras sao dinamicas e a escrita se torna uma coisa parada. socrates nunca cobrou nada de ninguem para ensinar seus conhecimentos, e hoje , olhe hoje ganha-se muito dinheiro com os escritos que socrates muito condenou, parece que ja estava antevendo tudo.
    que belo futuro da humanidade.
    ze, estamos vivendo a crise do homem……
    ze mais um para jogar naquele time.
    ciao.

  2. Comentário por aquinojmde — (18:07)

    Mais um para jogar no time? Já são três, e será um time mesclado por esportes diferentes.
    Há alguns anos, não muitos, uma emissora de televisão de grande público apresentou uma longa entrevista com um de seus profissionais que consumia deogas.Ele contou seu drama, falou do esforço para deixar o vício e foi alogiado por ter conseguido, o que era uma grande mentira. Ainda que tivesse conseguido, acho perigosa tal tipo de entrevista com quem é ídolo de muita gente, porque o jovem que a acompanha, pode achar que não faz mal dar suas tragadas, cachimbadasn ou cafungadas, porque também poderá sair delas, se a coisa ficar preta.
    E todo mundo sabe que a porcentagem, de verdade, desses herois é mínimaaaaaaaaaaaaaaaa. A grande maioria, infelizmente mente ou volta.

  3. Comentário por aquinojmde — (18:26)

    Conhecia, conheço, pessoas da emissora e comentei com elas sobre o que considerava, e considero, um grande erro. Se quisessem conhecer o local onde, não fazia muitos dias, ele tinha se servido, era só atravessar a rua e chegar ao Bar do…. Se quisessem algo além de prova testemunhal, que muitos acham fraca vindo de pés-de-chinelo, pobres, não seria difícil encontrar fotos, tiradas com “seus amigos” pés-de-chinelo.

  4. Comentário por aquinojmde — (18:31)

    Pior do que apresentar reportagens mostrando pés-de-chinelo que não conseguem internação nem se livrar do vício, é apresentar reportagens com “gente de bem”, ídolos, que afirmam, graças a muita luta etc, se livrar da danada. Ainda que eles façam parte daquela mínima e sortuda parcela que realmente conseguem se segurar - nunca sarar.
    O jovem corre o grande risco de achar que com ele acontecerá igual e aí…

  5. Comentário por gilberto maluf — (10:56)

    Aqui em Copacabana, no final da rua Siqueira Campos, esquina com rua Toneleros, começa a Ladeira dos Tabajaras, que dá acesso ao morro. Lá em cima, segundo me conta o morador Catuca, negão sorridente, segurança de empresa, a droga é vendida nas barbas da polícia, com três mesas colocadas na calçada para o comercio. E de vez em quando um moleque começa a fazer o marketing gritando, vai de $5, vai de $10, aproveitem.
    Enquanto a polícia for corrupta, o tráfico não acabará. Uma hipocrisia danada. O policial vai lá pegar o arrego e tem que levar para todo mundo lá embaixo, delegado e coisa e tal.
    Se o consumidor não encontrar tanta facilidade quem sabe não diminui o uso, seja o cara da TV ou os consumidores em geral.
    Obs: A pior coisa que tem é cair na cachimbada. O “cara” ou o “mano” fala que é malandro e coisa e tal até conhecer o tal de crack. Aí ele se arrebenta todo.
    A droga é mesmo uma droga.
    abs

  6. Comentário por aquinojmde — (11:54)

    Infelizmente é assim - a corrupção fala mais alto. E nem sempre alguém, que deve ter sido passado para trás, resolve dedar o chefão que queria ficar com a parte do leão. Parece que aí um sntigo secretário da segurança entrou nessa. Tô enganado?
    Mas, pior ainda e infelizmente, nem só do morro vive a droga. A parte forte, os financitas, que tem jatinhos, campos de pouso, fazendas, não aparecem, ninguém vai atrás deles. Se um dia apertarem mesmo a coisa, como irão viver os bacanas que dão suas cafungadas, da pura.??? abrs

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