30
de
outubro
Cabeça rolou no São Paulo
Terça-feira o Conselho Deliberativo do São Paulo decidiu, sem muita discussão, "cortar a cabeça" do conselheiro EC, que antes já havia sido expulso do quadro associativo.
Seu delito? "Esquecer" de pagar três mensaliddes.
Outros cometeram o mesmo delito, ficando muito mais tempo esquecidos de passar na tesouraria, mas, diante da mesma ameaça, colocaram a vida em dia.
Outros mais, dizem, ainda não tomaram igual providência.
O detalhe mais importante. EC era conselheiro VITALÍCIO, sonho de todo político do legislativo dos clubes. VITALÍCIO só perde a cadeira quando morre, afirmam. Ou quando esquece de pagar as mensalidades e não tem padrinhos - o que é correto.
A cadeira ainda está quente, mas a briga por ela já começou, para esquentar ainda mais a cabeça do Juvenal Juvêncio, que nesse momento só pensa naquilo..
Conseguir grana e ver o Morumbi aprovado para jogos importantes e não apenas jogos até as oitavas, como ameaça a Fifa.


Comentário por gilberto maluf — (12:41)
Certo sábado de 1985/86, eleições próximas, o clube recebia figuras “proeminentes” , todos estavam lá.
Este humilde sócio que ia lá somente para jogar futebol society, viu Carlos Miguel Aidar e sua comitiva. Só neste dia eles aparecem. Na entrada do clube, um ex-jogador de pele e cabeça branca, magro e alto fazia oposição. Não consigo lembrar seu nome. Nós, pobres mortais, pagavamos a mensalidade. Lembro-me que um sócio pulava o muro na rua à direita da entrada do clube. Parece que foi suspenso.
Hoje eu fico pensando: o que me fez sair do Jabaquara todos os sábados paa ir ao Morumbi para jogar o futebol de sete ?
E mais, ter que passar em frente ao bar logo após a entrada do clube, onde se reunia a pior espécie da torcida tricolor. Se existe torcedor seboso/arrogante/petulante, era lá que se podia achar.
Comentário por gilberto maluf — (12:51)
Depois de algum tempo e por causa de um amigo fui ser sócio do Corinthians. Gelada maior ainda por causa da distância. O clube em si era bom, apresentava bom parque aquático e a turma bem mais acessível. Fomos ao tamboréo e ficamos vendo por instantes o jogo. Os jogadores pararam o jogo e vieram até nós. Falaram que seriamos bem vindos ao jogo se fosse de nossa vontade. E num churrasco de domingo? Sem conhecer ninguém, eu e meu amigo, vimos o pessoal do quiosque toda hora vir oferecer um pedaço da picanha e eles não aceitavam a ofensa de recusarmos.
Tá certo que é um pouco mais popular, mas é bem mais agradável.
O pessoal que ficava a tarde na peteca já era mais barra pesada.
Mas na verdade o melhor clube é aquele perto de casa.
abs
E com as mensalidades em dia.
Comentário por aquinojmde — (8:59)
Quando cheguei em São Paulo, fomos morar na Água Branca e entrei de sócio do Palmeiras, que não tinha nada a oferecer. Absolutamente nada - piscina, quadras, nada. Tinha um baile debaixo da arquibancada e a poeira que subia era terrivel…
Quando mudei para a Vila Olímpia, mesmo sem ser sócio, frequentava o Juventus, na época um belo clube, completo, sob a direção do Zé da Fármacia.
Quando mudei para o Brooklin, onde estou até hoje, entrei de sócio do São Paulo e conheço o estilo das pessoas às quais você se refere. Hoje mudou muito. Tem tanto corintiano, palmeirense, santista quanto sãopaulino - talvez mais. Não exigem profissão de fé quando vencem o título. E canso de ver corintiano brincando com sãopaulino, cantando o hino do Corinthians etc. E tudo termina na risada.
Agora tem também cinco grandes churrasqueiras junto às quadras de basquete e volei na areia. Nos fins de semana e feriados estão sempre ocupadas por famílias que requisitam e a boca é livre. Chegar, dizer alo amigos e pronto. Tem outras junto ao campo de futebol, no alto do morro, onde a boca é também livre. Mudou muito, mas não há dúvida de que eles são mascarados demais… abrs
Comentário por aquinojmde — (9:01)
Se um dia mudar para o Tatuapé, Silva Rometo, Penha ( Anália Franco não vai dar, a grana é curta, rrss) entrarei de sócio do Corinthians. Sabendo que lá não vou poder cantar o hino do Miracemense. rrss. abrs