4
de
novembro
Lei, ora a Lei
É uma frase dita por Getúlio Vargas, em 1947, em São Paulo, quando ditador que governava o Brasil. Vargas referia-se a ação de empresários gulosos que burlavam as Leis Trabalhistas criadas por ele.
A frase vive sendo repetida ou usada, de todas as formas nas mais diversas situações, valendo como a lei do mais forte ou do que se julga mais forte
A Constituição Brasileira determina que os poderes - executivo, legislativo e judiciário - são separados e harmônicos. Um não se sobrepõe nem se mete no outro. Embora não seja bem o que se vê por aí.
Ontem, por exemplo, a Mesa do Senado decidiu dizer Lei, ora a Lei, para a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que cassou o mandato do Senador Expedito Júnior, PSDB-RO, por abuso de poder econômico.
A Mesa do Senado simplesmente ignorou a decisão do TSE e vai dar mais tempo para que o senador riquinho se defenda.
E como fica a Justiça nessa - mais uma - declaração de Lei, ora a Lei? Fica o dito pelo não dito? Vira, ainda mais, casa de Maria Joana? Honduras é aqui também?
Desconfio que José Pedro Galvão de Souza, André Franco Montoro e José Horácio Meireles Teixeira me ensinaram tudo errado no curso de direito na PUC.


Comentário por gilberto maluf — (11:35)
Ouvi dizer que em empresas governamentais ocorrem casos de corrupção de alguns gerentes/diretores.
Quando ocorre no baixo escalão, diz-se: suma-se daqui!
Quando ocorre no alto escalão , diz-se: suba-se daqui!
Pois é, no alto escalão o cara é punido com promoção.
abs
Comentário por aquinojmde — (12:09)
Funciona assim: na hora, gritam que irão abrir sindicância, instaurar inquérito, apurar os fatos e punir os culpados. Dão um tempo e se não gritarem muito, fica tudo como dantes…Se gritarem muito, chegam a anunciar q demissão do diretor (do senado, no caso), mas nunca se vê publicado o ato.
Afinal, nenhum funcionário, por mais graduado que seja, faz peraltices sem autorização do superior (padrinho), que leva suas vantagens por outros caminhos.
Ou alguém vai achar que o chefão vai receber uns 20 mil, contando mamatas, e o funcionário vai ganhar 50/60? Me poupe…
Comentário por Ademir Tadeu — (12:48)
Mais uma vergonha do Senado! O tamanho da sujeira não tem fim e a cara de pau dos senhores senadores para “explicar” o que não tem “explicação” é de um sinismo só encontrado na classe polÃtica.
Comentário por aquinojmde — (11:58)
Nossa Justiça, Ademir, à s vezes mais vesga que cega, foi metida um beco que precisa provar ter saÃda. Se sua decisão não for cumprida pela mesa do senado, ficará provado que a divisão de poderes, que deve ser harmônica, na verdde não existe. Existem três poderes cada um por sim e o diabo por todos. Estaremos vivendo sob o regime de três ditadores, mal disfarçados. Sabidamente lenta e barriguda quando se trata de julgar bancos e banqueiros, polÃticos e milionários, de quem mais ela poderia esperar confiança? O ministro Marco Aurélio, sobre o problema, disse que se ele não for logo resolvido é porque precisamos tomar uma atitude. Nós quem? O povo?
Parece, em tempo, que andaram falando alguma coisa pra o Sarney. abrs