Zé Maria Aquino

José Maria de Aquino iniciou com o JT, 66. Prêmio ESSO 68, com Michel Laurence. Placar 70-82, 2 Prêmios Abril. Estadão 82-90. TVGlobo, chefe redação-SP, comentarista Copa-82. Consultor Sportv/Arena. 3 Olimpiads, 4 Mundiais. Tv-Terra e RBTV

7

de
novembro

Deus é grande e amigo de São Januário

Quando deixou a presidência da República, João Baptista Figueiredo fez um pedido simples à imprensa: "esqueçam-me"

Quando, finalmente, foi saído da presidência do Vasco, Eurico Miranda não fez pedido igual, mas a imprensa devia dar a ele o descanso que se não merece, deve ter.

Hoje, sabe lá Deus por ordem de quem, o ex-presidente volta às páginas prometendo retornar, não mais com cadeira no executivo, mas no legislativo. Quer a presidência do Conselho de Beneméritos, no fim de 2010.

Deus é grande

7

de
novembro

Não há bem que sempre dure…

…nem há mal que nunca acabe", diz um manjado ditado, que agora me ocorre, pensando na sofreguidão com que os amigos palmeirenses - sou assíduo em algumas cantinas de São Paulo - aguardam o jogo de amanhã contra o Fluminense.

O Palmeiras tem curtido a liderança por várias e várias rodadas, enquanto que o Fluminense, do lado oposto da tbela, passou praticamente o tempo todo sentindo o calor do inferno no traseiro.

Mas, como nas últimas rodadas o Fluminense decidiu desbancar os candidatos ao título - Inter, Goiás, Cruzeiro, Atlético - o palmeirense sente medo de que seu time seja o próximo. Teria razão, se não existisse o ditado.

Amanhã, o Fluminense que já viu que "não há mal que nunca acabe", lembrará que da mesma forma "não há bem que sempre dure".

Fiquem tranquilos, portanto, Giovanni Bruno, Carlão Dapanini, Giovaninho Dapanini, Gilton Avallone….San Gennaro está atento.

7

de
novembro

Novos ricos

Os aposentados querem receber reajuste em suas aposentdorias com o mesmo índice que reajustam o salário mínimo. Pela Constituição, uma boa bolada, já que deve dar para ter onde morar, o que comer, beber, pagar estudo para os filhos, viajar, se divertir. E eventualmente ter sua casa na praia e seu pequeno sítio.

Não se fixe nos números, mas no que eles podem cobrir tranquilamente. Afinal, a Constituição é nossa Lei maior e não pode ser descumprida.

Para quê os aposentados querem ganhar aumento igual ao salário mínimo - essa bolada - se já não:

a) comem castanhas porque a dentadura está mole e não aguenta; b) não bebem mais pinga (salário mínimo só dá para pinga), porque o médico (do SUS0 proibe, quando ele tem a sorte de marcar consulta; c) só viajam de ônibus e não pagam passagem; d) só fazem sexo (?) em casa e quando a patroa está de bom humor - felizmente coisa rara.

Aposentado só precisa de dinheiro para comprar aquela sacola de rem’dios, que a farmácia popular quase dá de graça. Uma ninharia.

O que é que eles querem, tornar-se novos ricos no fim da vida? Ingratos

 

7

de
novembro

Então, tudo está resolvido

O Secretário de Segurança do Estado disse que o Rio não é um a cidade violenta E não é mesmo. Violentas são pessoas que lá vivem.

O Secretário disse que a violência existe em locais detectados.

Maravilha. Então tudo está resolvido. É só ir a  esses lugares, que ele conhece, prender os violentos, fazer uma limpeza geral e a cidade será mesmo maravilhosa.

Solução tão fácil, e as pessoas tantos anos preocupadas.

 

5

de
novembro

Apenas confirmando

Dia 1o de novembro, consagrado a Todos os Santos, talvez por isso, coloquei aqui, em diálogo com os amigos no post sob o título "Só pode ter sido o calor", que em pequenas rodinhas de cúpula andam comentando que Andrés Sanches e Juvenal Juvêncio já acertaram os ponteiros para o Corinthians usar o Morumbi em 2010.

Um cede aqui, outro cede ali e ambos sairão cantando vitória.

Hoje Andrés Sanches disse à Bandsports que ele e Juvenal é que decidirão sobre a volta do Timão ao Morumbi em 2010.

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5

de
novembro

Vai ter fé assim lá em…

Caminho pelas ruas e alamedas do Brooklin aproveitando o sol ainda tênue de uma manhã que logo será mais uma vez abrasadora.

Sem o radinho, acompanhente de tantas jornadas, para não me irritr desde muito cedo com o noticiário político, aproveito para notar e anotar a troca de cores nas árvores frutíferas e no colorido das calçadas.

O amarelo das uvaias já se foi e nova safra só em quatro meses. O vermelho das pitangueiras e o roxo das amoreiras ainda respondem presente, para alegria dos que esperam condução junto aos galhos que dobram.

Nas mangueiras, o branco das flores vai sendo substituido pelo verde dos frutos que ainda se escondem entre as folhas.

É bela a primavera, vou pensando, embora ainda prefira o outono paulistano, quando dou de cara com o sãopaulino Júnior, na esquina da loja do Franquito.

"Zé Maria, pintou o campeão", quase gritou, abindo um sorriso que não entendi de início.

"Quem, cara pálida"", brinquei, já desconfiado que ele se referia ao São Paulo, apesar do empate sofrido de ontem à noite, contra o Grêmio,

Lembro dos dois pontos "perdidos" e das três expulsões - Borges, Dagoberto e Jean - que desfalcarão o time nas próximas partidas.

"Por isso mesmo", surpreendeu-me. Deus mostrou que está do nosso lado ao expulsar o Borges, um fominha, que já devia ter sido rifado, e do Dagoberto, que não transmite segurança ao time e ao torcedor, embora esteja jogando bem.

Para o lugar do Jean, lembrado como bom jogador, Júnior disse que o São Paulo tem bons reservas.

"Quer dizer que o São Paulo vai ser campeão porque não contará com Borges e Dagoberto",  perguntei, reiniciando a caminhada. E ouvi já depois de meus vinte passos.

"Está escrito, Zé Maria, está escrito"

Sempre ouvi que o São Paulo é chamado time da fé, mas vai ter fé assim lá em…

4

de
novembro

Os 12 gols de Pelé

Em 82 a revista Placar publicou, de acordo com ele, os 12 gols mais importantes de/para Pelé.

Tenho as revistas até abril daquele ano e não encontrei a reportagem/desenhos.

Alguém a tem? Sabe como posso ter cópia do trabalho?

Algum sebo?

 

4

de
novembro

Lambaris e nossos jovens jogadores

Quinta-feira no início da noite, na saída da sauna, meu amigo Jesus, que é Luiz, ao se despedir, informando que no dia seguinte estaria viajando bem cedinho para a região de Araçatuba, disse-me duas coisas: uma, para me deixar com água na boca, que lambaris fresquinhos o esperavam na beira do rio. A outra, era que não vê muito futuro no futebol brasileiro, diante das más campanhas dos garotos nos mundiais sub-20 e sub-17.

"Fale sobre isso, Zé", foram suas palavras ao cruzar a porta.

Os jovens-homens da sub-20 tinham perdido a ginal para Gana e derramado lágrimas aos pés das Pirâmides do Egito. Ser vice não é um desastre, mas na situação também não dava para comemorar. Era uma seleção formada por jogadores que atuam nos times principais do Brasil e alguns já tiveram seus passes negociados com europeus.

Esperei o final da campanha da seleção sub-17 para conversar aqui com Jesus, e não precisei esperar muito. A garotada, alguns, segundo notícias publicadas, também negociados com times da Europa,, cairam na primeira ronda. Não importa se por terem recebido mais cartões amarelos que outras seleções.

Concordo com o amigo Jesus que as safras não parecem lá essas coisas, embora alguns - Newmar, Coutinho, Alan Kardec e mais um e outro - vivam sendo apresentados como novos Lulinhas, vale dizer, gênios. Lulinha, sabe lá Deus por culpa de quem, está pagando seus pecados no Estoril, da II divisão de Portugal.

Em poucas palavras, Jesus, a "culpa" maior é  que vivemos num país pobre - tem alguns felizardos com muito, é verdade - e os garotos que nascem com alguma arte estão se mandando cada vez mais cedo. Têm a cabeça lá fora, e, contrariando alguns, acho que fazem muito bem. Nessa história de futebol, "farinha pouca meu pirão na mão."

Se filhos de ricos podem estudar lá fora, por que eles não podem trabalhar?

4

de
novembro

Lei, ora a Lei

É uma frase dita por Getúlio Vargas, em 1947, em São Paulo, quando ditador que governava o Brasil. Vargas referia-se a ação de empresários gulosos que burlavam as Leis Trabalhistas criadas por ele.

A frase vive sendo repetida ou usada, de todas as formas nas mais diversas situações, valendo como a lei do mais forte ou do que se julga mais forte

A Constituição Brasileira determina que os poderes - executivo, legislativo e judiciário - são separados e harmônicos. Um não se sobrepõe nem se mete no outro. Embora não seja bem o que se vê por aí.

Ontem, por exemplo, a Mesa do Senado decidiu dizer Lei, ora a Lei, para a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que cassou o mandato do Senador Expedito Júnior, PSDB-RO, por abuso de poder econômico.

A Mesa do Senado simplesmente ignorou a decisão do TSE e vai dar mais tempo para que o senador riquinho se defenda.

E como fica a Justiça nessa -  mais uma - declaração de Lei, ora a Lei? Fica o dito pelo não dito? Vira, ainda mais, casa de Maria Joana? Honduras é aqui também?

Desconfio que José Pedro Galvão de Souza, André Franco Montoro e José Horácio Meireles Teixeira me ensinaram tudo errado no curso de direito na PUC.

3

de
novembro

E lá vai Paulo Autuori

Dia 20 de abril, quando o Grêmio insistia na contratação de Paulo Auruori e dava a ele prazo até maio, postei algumas informações sobre ele sob o título "Técnicos e Técnicas". Falei da técnica de outros, Felipão, Muricy, Parreira, e terminei com Autuori, marcando que ele não gosta de ficar muito tempo no mesmo time

Disse que "Paulo Autuori pode ser chamado de "judeu errante". Já dirigiu quatro times em Portugal, sete no Brasil, dois no Peru, além da seleção, um no Japão e está atualmente no Al-Rayyan, do Catar".

Lembrei dos títulos conquistados com o Cruzeiro e o São Paulo e que procura sair campeão, sabendo que o bi, no geral, vira mera obrigação. Autuori gosta de deixar saudade e as portas abertas - no time com o qual venceu e nos que olham nele um caminho para os títulos.

Foi com essa visão que o Grêmio insistiu para tirá-lo do Catar. Aqui, não alcançou o sucesso desejado, o título brasileiro, nem vaga na Libertadores de 2010, tempo de seu contrato.

E Autuori já pode estar vondo pra longe. Tem convite para voltar ao Catar, onde sempre ganha muito mais do que no Brasil, e disse que não garante ficar no Olímpico

Ele é assim. É franco, informa ao clube e não se apega .

3

de
novembro

Super Timão

Se a direção do Corinthians contratar 90% dos jogadores que vem anunciando ou deixando escapar seus nomes, desde que conquistou uma vaga na Libertadores de 2010, vai ter de ampliar urgente suas acomodações.

Lucas, Danilo, Ronaldinho, Riquelme, Borges e agora Iarley, do Goiás, e Gut, do Real Madri, entre outros menos famosos.

Se eu fosse corintiano estaria com o coração disparado, torcendo para chegar logo a hora.

3

de
novembro

Desconfiança

Tá no ar que a diretoria do Palmeiras vai pedir à Traffic, amiga da CBF, para a entidade tomar cuidado com a arbitragem de seu jogo contra o Fluminense.

Estarão achando que a arbitrgem pode favorecer o pobre Fluminense?

Não conta a situação desesperadora em ue está?

2

de
novembro

Modéstia à parte

Jogo no time dos acham que futebol é alegria, espetáculo para quem está de fora e trabalho para quem está no campo. Vale brincadeiras entre torcedores e até entre dirigentes, desde que com respeito. Todo exagero é ruim.

Se entre torcedores, leva a agressões e até a mortes. Pagam justo por pecadores.

Se entre dirigentes, os que exageram falam por uma coletividade que não lhes deu tal permissão.

Entre esses não se inclui funcionários, pessoas remuneradas, pgas para trabalhar e não para falar pelos cotovelos, provocar.

Tenho criticado aqui com boa frequência Marco Aurélio Cunha, funcionário do São Paulo,  Seu negócio é trabalhar para o clube, justificando o ue ganha, e não provocar adversários. Mesmo se apresentando, no momento em que abre a boca, como torcedor. O fato de ser empregado lhe tira tal direito, exclusivo dos torcedores.

O Corinthians tem seu Marco Aurélio Cunha, que, ao que se sabe, nem torcedor nato é. Falo do técnico Mano Menezes, apaixonado por um microfone. Recordista absoluto do tempo no ar.

E, para agradar à torcida corintiano, Menezes tem dois alvos principais. Tenha ou não razão, sempre critica as arbitragens e mira o São Paulo com sua espingarda de pressão.

Hoje ele mirou dois alvos num mesmo tiro. Insinuou que a "mala branca" enviada para o Barueri saiu do Morumbi, e disse que "o doutor Marco Aurélio  Cunha está esperneando um pouco porque encontrou um pouco de inteligência do lado de cá"

O inteligente, claro, é ele próprio. Sem querer perguntar se antes de sua chegada não havia ser inteligente no Corinthians.

Modéstia à parte   

1

de
novembro

Quanta bobagem

A cena é antiga e de quando em quando repetida. O jogador marca gol contra time que já defendeu e não comemora. Faz mais, afasta os companheiros que o procuram para abraçar.

Esta noite foi a vez de Fred, bom jogador, artilheiro, mas que ainda não justificou sua milionária contratação pelo Fluminense. Fez o gol e afastou seus companheiros.

Explicação: "sou cruzeirense , admiro a torcida do Cruzeiro, que cantou minha música quando entrei em campo…

Seja sincero, não comemorar um gol é respeitar a torcida do seu antigo time ou é desrespeitar a do time atual? O que paga seus salários?

Todo garoto pode ter seu time de coração, mas acho que devia guardá-lo num cofre assim que assinasse seu primeiro contrato. Profissional não tem clube do coração, enquanto atua. So devia retirá-lo do cofre quando voltasse a ser amador.

Ouço dizerem que jornalista tem de torcer para algum time, porque quem não gosta de futebol não vai ser jornalista esportivo. Em que página da Bíblia está escrito?

Já vi jornalista carregar nos ombros jogadores do time que torcia após a conquista de um título. Já vi jornalista ir com a camisa do clube por baixo de outra, exibindo-a em caso de vitória e fechando o colarinho na derrota.

Podem escrever ou falar com isenção?

1

de
novembro

Quem será o próximo II?

Não foi por falta de aviso, feito nas palavras de um post dia 30. Lá, depois de contar que o Fluminense, dado, ainda, por muitos, como degolado, estava se especializando em desmanchar o prazer dos adversários. Lembra-se?

Lembrei do empate com o Inter, em dois; igual com o Goiás, e em seguida, a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro, todos candidatos ao título ou pelo menos a vaga na Libertadores.

Coloquei a situação e lembrei que os adversários seguintes que tinham esperança de chegar entre os quatro, eram Cruzeiro, hoje, e Fluminense, no Rio, dia 8.

A primeira resposta já foi dada. O Fluminense, depois de perder por 2 a 0, mais uma vez acordou e virou por 3 a 2 em cima do Cruzeiro, no Mineirão.

Repetirá para cima do Palmeiras?

Um desmancha prazer que dele não saboreia?

1

de
novembro

Só pode ser por causa do calor

Apenas 18.752 pagantes para Palmeiras x Corinthians?

Deve ser por causa do calor escaldante

Ou será o preço salgado dos ingressos?

Esse público cabia no Parque Antártica e ainda sobrava.

1

de
novembro

Bruno e o galho de arruda

Querem acreditar que Bruno defendeu dois pênaltis mal cobrados pelo Ganso porque tinha um galhinho de arruda atrás da orelha.

Bobagem. Se galinho de arruda e outros mais quebrassem galhos de times ruins, o Bahia não estaria quase caindo para a série C

E, como já cansaram de repetir, campeonato baiano terminaria sempre empatado.

O que espanta mau olhado no futebol é bola na rede, o que só acontece quando o time é bom

Se galho de arruna e Pai de Santo valessem, cá entre nós, o Santos do Luxemburgo estaria brigando na ponta.

1

de
novembro

Bolinha ou Bolão? Com carinho

Quem vai decidir esta tarde na quente Presidente Prudente? O bolinha Obina, para o Verdão, ou o bolão Ronaldo, para o Timão?

Obina é um jogador de altos e baixos. Ronaldo não tem conseguidos mais altos que baixos.

Pela necessidade - gols para ele significam contratos novos - acredito mais em Obina. Mais enxuto, mais necessitado, de gols

Se errar, não será a primeira vez.

1

de
novembro

Ao Ganso, com carinho

Lá em Miracema, no início da rua do Café, muitos e muitos anos atrás, o velho Felipe, imigrande libanês, pegou o filho Felix, que atendia por Buru, colocou-o na parte mais alta do balcão, cerca de 1m20, abriu os braços e pediu para que o filho pulasse. Buru, seis anos, fez o que o pai disse e caiu de cara no chão, depois que o velho Felipe recolheu os braços.

Chorando, Buru ouviu a lição do pai:

"Isso é para que você não acredite nem em "babai".

A vida é assim, Ganso, não acredite no que lhe disse Luxemburgo. Vá mais pelo que falou Pet, que o agradeceu por errar dois pênaltis numa mesma partida. Trate de se aprimorar, de sentir-se seguro. Luxemburgo só disse que você fez certo, porque o Santos não está brigando por nada, nem para não cair.

Lembre-se das palavras do velho Felipe e não acredite no "babai" Luxemburgo. 

31

de
outubro

Contra o Palmeiras

Refeito da boa armada pelo amigo Alberto Pezão, que queria dar a ele bandeira do Corinthians para que torcer pelo Timão, amanhã, Júnior deixou  mensagem no seu celular.

- Beto, não vou torcer para o Corinthians, jamais faria isso. Vou torcer contra o Palmeiras. E é só.

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